Por: Geraldo Cavalcante, ASCOM Juliano Varela

A Assembleia Legislativa (ALEMS) de Mato Grosso do Sul concedeu nesta quarta-feira (27/8) a Comenda Jô Clemente à Associação Juliano Varela de Campo Grande. A homenagem é uma iniciativa do deputado estadual Júnior Mochi (MDB). A comenda é a mais alta distinção conferida pela Assembleia e se destina a pessoas físicas ou jurídicas que se destacam por sua atuação em prol da sociedade sul-mato-grossense. Na mesa de autoridades, ao lado de Junior Mochi, estiveram o deputado Gerson Claro (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS); a presidente da Associação Pestalozzi; Giselle Tanus; a vice-presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes/MS), Fabiana Maria das Graças Soares de Oliveira; e a senhora Celina Garcia Bandeira, prima da dona Jô Clemente. Também marcaram presença na cerimônia os deputados Roberto Hashioka (União) e Pedro Kemp (PT).
“A verdadeira grandeza de uma sociedade não se mede apenas pelo progresso econômico ou pelo avanço tecnológico, mas sobretudo pela forma como trata seus cidadãos mais vulneráveis”. A frase, dita pelo deputado Junior Mochi (MDB), na noite desta quarta-feira (27), durante a sessão solene de entrega da Comenda Jô Clemente.
Malu Fernandes
Malu deixou uma mensagem de agradecimento: A Associação Juliano Varela se sentiu muito honrada com o recebimento da “Comenda Jô Clemente”. É uma honraria de muita relevância, considerando a trajetória da senhora Jô Clemente. O documentário da vida dessa mulher nos leva a grandes reflexões sobre o poder e o alcance do amor de uma mãe. Seu filho “Zeca” nasceu com a síndrome de down há mais de 60 anos e à época, nada havia de expectativa de vida e aprendizado para ele. Foi então, que essa mãe desbravou o preconceito e as barreiras. Criou um caminho para a inclusão de seu filho e todas as pessoas com síndrome de down no Brasil. Ela criou a APAE num momento onde as pessoas com deficiência intelectual eram desacreditadas e a sociedade não conseguia ver a possibilidade dessas pessoas terem habilidades. Somente as deficiências eram vistas. O resultado da coragem dessa mulher permeia praticamente todos os municípios do Brasil, levando resultados efetivos de inclusão das pessoas com deficiência e alenta para inúmeras famílias.

Jô Clemente
Nascida em 1926 em Coxim, Jolinda Garcia dos Santos Clemente, conhecida como dona Jô Clemente, fundou, em 1961, a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A iniciativa, realizada com apoio de outras famílias que tinham filhos com Síndrome de Down, deu origem em 1963 ao instituto que leva o seu nome, com o objetivo de oferecer um ambiente mais inclusivo e promover oportunidades de desenvolvimento para pessoas com Síndrome de Down e outras deficiências intelectuais.
Associação Juliano Varela
A associação Juliano Varela atua há 31 anos no atendimento de pessoas com deficiência intelectual, em especial, autismo, microcefalia e síndrome de down. Atualmente atende a 1400 Pessoas desde o nascer, no programa de estimulação precoce até o envelhecer, no programa educação ao longo da vida.
A associação presta atendimentos nas áreas da educação, saúde e assistência social, e se destaca pelo atendimento para as mães de filhos com deficiência. Cuidar de quem cuida faz toda a diferença no desenvolvimento das pessoas com deficiência.
A associação Juliano Varela acredita que é possível explorar a eficiência na deficiência. Exemplo disso, são os projetos de alta relevância social como a banda down rítmica, que já se apresentou 3 vezes no congresso nacional e a preparação para o mercado de trabalho, inclusive trabalhando também o empreendedorismo através da cozinha inclusiva e de vendas no trailer.
Todos os atendimentos da associação são oferecidos gratuitamente e todos as despesas custeadas com recursos públicos municipal, estadual e federal. Na oportunidade registramos nossa gratidão a essa casa de leis e a todos os deputados que destinam emendas parlamentares para que esse trabalho cresça cada dia mais, alcançando ao maior número possível de pessoas com deficiência que vivem em vulnerabilidade social.



